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Cristália investe US$ 100 milhões no desenvolvimento de nova enzima

Data: 17/08/2015

No mercado desde 1972, o laboratório Cristália passou por várias fases da indústria farmacêutica nacional até começar a desenvolver suas próprias inovações. O laboratório de farmoquímicos para a produção de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) foi criado há 25 anos. Hoje o Cristália é o primeiro laboratório do País a obter o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para IFA, concedido à planta de micro-organismos anaeróbicos instalada na divisão de biotecnologia do complexo industrial de Itapira (SP).


Nessa planta, será produzido o IFA colagenase - utilizado no tratamento de feridas, úlceras, queimaduras e tecidos necrosados -, desenvolvido verticalmente pelo laboratório, com pesquisa científica 100% brasileira. Da pesquisa da cepa ao desenvolvimento do produto, foram investidos cerca de US$ 100 milhões, incluindo a construção da planta, já certificada pela Anvisa.


"Fomos nos capacitando para a produção de novas moléculas. A primeira patente surgiu em 2004, para o anestésico S-Ketamina. Paulatinamente, fomos desenvolvendo outras inovações e hoje acumulamos 76 patentes, sendo quatro no Brasil. Todas foram depositadas aqui, só não foram concedidas ainda, pois o País demora a analisar os processos", diz Ogari Pacheco, presidente do Complexo Industrial Farmoquímico, Farmacêutico e de Biotecnologia Cristália.


A enzima colagenase comum é produzida por um número reduzido de laboratórios localizados fora do País, a partir de uma bactéria anaeróbica (que vive em ambiente sem oxigênio), a Clostridium histolyticum, encontrada no solo. Com intenso investimento em P&D, os cientistas da divisão de biotecnologia do Cristália - liderados pelo dr. Marcos Alegria, diretor de biotecnologia - decidiram produzir a enzima a partir de uma cepa descoberta em uma propriedade rural localizadaem Espírito Santodo Pinhal (SP). Outra inovação foi cultivá-la em cultura a base de componentes vegetais. Isso evita a contaminação por príons - moléculas proteicas encontradas em tecidos animais e que podem causar doenças neurológicas.


 

(Fonte: Valor Econômico – 14/08/2015)



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