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BNDES financia R$ 4,3 bilhões em projetos

Data: 14/08/2015

A indústria farmacêutica encorpou, em2004, alista de setores-chave para o desenvolvimento do País. A inserção foi acompanhada pelo lançamento de políticas públicas e linhas de financiamento para estimular a organização e a modernização do segmento, fomentando inclusive projetos de inovação. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contabiliza investimentos de R$ 4,3 bilhões no setor entre 2004 e 2015. O montante foi utilizado para financiar 143 projetos. "É uma estratégia de longo prazo, com o objetivo de fortalecer a indústria", explica Pedro Palmeira, chefe do departamento de produtos de saúde do banco.


O executivo afirma que há continuidade para os projetos, com linhas especiais para crédito. As previsões do BNDES são de aplicar entre R$1,5 aR$ 2 bilhões entre 2013 e 2017. "Deste total, R$ 470 milhões já foram contratados e outros R$ 490 milhões estão em processo de análise." O banco teve papel fundamental na formação de um grupo de empresas nacionais para a produção de biossimilares, ao financiar projetos de empresas como Bionovis, Cristália e Libbs.


Segundo Palmeira, a primeira fase do Profarma (programa do BNDES específico para a indústria farmacêutica) teve o papel de aprimorar a capacidade produtiva. "Financiamos projetos para adequar empresas às regras da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), preparando-as para produzir, com qualidade, medicamentos no Brasil", destaca. As ações permitiram o avanço, por exemplo, da fabricação dos genéricos no País.


Em 2008, o banco lançou uma nova rodada de investimentos pelo Profarma, já com a intenção de promover inovação incremental na cadeia produtiva. "Para criar produtos, a indústria precisa ter base, adquirir e dominar rotas tecnológicas. Por isso, era importante promover a modernização das fábricas", comenta Palmeira.


Em 2012, o programa avançou para o estímulo à biotecnologia, já com os olhos fincados na capacitação da indústria nacional para a produção de biossimilares em larga escala, para atender à demanda do sistema de saúde. "Como a rota biotecnológica não substitui, mas complementa, a síntese química, é preciso investir na evolução de toda a cadeia produtiva", lembra.


Já o objetivo das linhas da Finep é fomentar a inovação. A agência federal financia projetos em universidades, instituições de pesquisa e empresas. Somando os valores aplicados em 2013 e 2014 - período em que o segmento contou com recursos do programa Inova Saúde -, a Finep destinou R$ 1,1 bilhão ao segmento. Deste total, R$ 1,03 bilhão refere-se a contratos de crédito reembolsável (com a taxas subsidiadas pelo Governo Federal) e outros R$ 70 milhões em subvenção econômica, modalidade a fundo perdido utilizada para financiar projetos com maior risco.


Ao todo, 15 empresas foram beneficiadas pelo programa. "Para este ano, retomamos o financiamento das iniciativas pelas linhas tradicionais", comenta Igor Bueno, superintendente responsável pela área de saúde.


Bueno afirma que as políticas elaboradas pelo setor têm surtido resultados. "A demanda qualificada, que soma o total de projetos submetidos à Finep, do Inova Saúde atingiu R$ 2,7 bilhões", comenta. Para ele, o volume demonstra que há disposição das empresas para desenvolver novos medicamentos no Brasil. "A produção de biossimilares é fundamental para equilibrar as contas da saúde", diz.


Segundo ele, o Governo Federal responde por cerca de 60% das compras de medicamentos biológicos. Como são medicamentos de alto custo, eles consomem 43% dos gastos públicos com medicamentos, embora representem apenas 5% da quantidade adquirida.


 

(Fonte: Valor Econômico – 14/08/2015)



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