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Pesquisadores enviam carta à presidente por melhora na pesquisa clínica

Data: 10/08/2015

Pela primeira vez, principais pesquisadores brasileiros se unem para reivindicar melhores condições para produção de pesquisa no Brasil e criticam a burocracia e a lentidão dos processos de aprovação de estudos clínicos.


Uma carta aberta à presidente da República, Dilma Rousseff, foi publicada na última quinta-feira (06/08) nos principais jornais do País com assinatura de 45 dos mais importantes médicos e pesquisadores brasileiros, na qual expressam preocupação com a situação da pesquisa clínica no Brasil e suas consequências.


De acordo com os cientistas das principais instituições de pesquisa do País, os pacientes e a ciência brasileira perdem oportunidades e espaço no cenário global de pesquisa de novos medicamentos e novas terapias devido à burocracia. “A burocracia que penaliza a Pesquisa Clínica submete cientistas e pacientes a prazos e preconceitos há muito tempo superados em outros países. Como consequência desse atraso, estamos nos distanciando da pesquisa e desenvolvimento do que há de mais novo em termos de tecnologia e conhecimento na área de saúde”, dizem os médicos e pesquisadores.


A iniciativa de reunir os cientistas e escrever uma carta aberta dirigida à Presidente Dilma Rousseff foi motivada por uma suposta intenção da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) de revisar normas sobre pesquisa clínica, ainda que as queixas não sejam novidades. Segundo os investigadores clínicos, a proposta da Conep não mudará o cenário de burocracia e de atraso.
“Infelizmente, a proposta apresentada pela Conep para debate não muda o cenário brasileiro de investigação clínica. Deixa a pesquisa refém da burocracia sob o pretexto de proteger a ética”, afirmam os cientistas.


Para os cientistas signatários da carta à Dilma, o atraso na aprovação de estudos clínicos no Brasil, “aprofunda a dependência tecnológica e comercial do País”, que já ocupa uma posição modesta no ranking mundial de Pesquisa Clínica, apesar do potencial dos cientistas e das necessidades dos pacientes. Para que essa dependência seja rompida, afirmam os cientistas, “é preciso mudar de postura em relação à inovação e passar a praticá-la em um ambiente regulatório que não puna quem acredita em ciência e inovação no Brasil”.


Por fim, os pesquisadores concluem fazendo um apelo para a presidente da República por uma solução que estabeleça regras eficientes e modernas, sem qualquer concessão de ordem ética. “E por uma nova definição de atribuições sobre Pesquisa Clínica, na qual a ciência, a tecnologia e o próprio Ministério da Saúde tenham um papel central, ao contrário do que acontece hoje, onde, sem ouvir cientistas, pesquisadores e médicos, o Conselho Nacional de Saúde e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa resistem à mudança e à inovação apenas para não perderem poder”, concluem.


 

(Fonte: Saúde Business – 06/08/2015)



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