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Medicamentos biológicos levam novas perspectivas

Data: 23/07/2015

Provenientes de processos inovadores e complexos, os medicamentos biológicos são produzidos por biossíntese em células vivas, ou seja, seu princípio ativo é alcançado pelo emprego de microrganismos ou células modificadas geneticamente. Esse tipo de fármaco atua de forma mais seletiva, sendo desenvolvido para atingir moléculas específicas do organismo, que podem estar envolvidas no surgimento de doenças, como é o caso de insulinas, vacinas e hormônios utilizados no tratamento de um vasto número de doenças.


A toxina botulínica A é um exemplo de medicamento biológico que apresenta um importante papel no tratamento de sequelas motoras, principalmente nos distúrbios de mobilidade. Obtida a partir da bactéria Clostridium botulinum, tem grande utilização na área cosmética e sua indicação terapêutica representa um avanço no tratamento de recuperação dos movimentos, bem como na manutenção da qualidade de vida dos pacientes.


“As injeções de toxina botulínica causam o relaxamento dos músculos, permitindo que pacientes de uma ampla gama de condições neurológicas incapacitantes e dolorosas retomem suas atividades diárias, uma vez que proporciona alívio e melhora da qualidade de vida. O procedimento é uma alternativa eficaz e complementar às terapias de reabilitação”, explica o Dr. Sergio Lianza, fisiatra e professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


Cada medicamento biológico têm atributos únicos resultantes da produção, armazenamento, diluição, administração e comportamento farmacocinético. Além disso, esse tipo de medicamento é mais sensível a sofrer alterações, devido a condições de produção ou ambientais, como temperatura, ph e umidade; por isso, não existem cópias idênticas.


“No caso da toxina botulínica, por exemplo, cada marca possui características específicas como dosagem, tempo de resposta, duração de efeito, indicações, devido ao processo de fabricação, tipo de cepa utilizada e envase. O processo de fabricação de cada toxina é único e resulta em um produto final singular, cuja potência é avaliada de acordo com os regulamentos aplicáveis”, afirma o Dr. Lianza.


As unidades usadas para medir a potência de um medicamento não são equivalentes às unidades usadas para medir a potência de qualquer outra toxina botulínica tipo A, ou seja, não pode haver "biossimilaridade" nem "regras de conversão" entre elas - na prática, não existe uma “unidade internacional”, cada toxina tem sua própria medida de efeito. Atualmente, as marcas disponíveis no mercado brasileiro possuem diferentes indicações aprovadas pela Anvisa tanto no uso cosmético como terapêutico.


 

(Fonte: Portal Fator Brasil – 21/07/2015)



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