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9º ENIFarMed - Boletim nº 1: Indústria farmacêutica deve investir em métodos alternativos na pesquisa pré-clínica

Data: 08/07/2015


A utilização de estudos pré-clínicos é fundamental para o desenvolvimento de medicamentos. Com os testes, que podem ser feitos por meio de métodos in vivo (com animais, em laboratório) e in vitro, além das análises de toxicidade, a população tem a certeza de estar utilizando fármacos eficientes e seguros. Apesar da importância do método, o Brasil ainda não é referência no assunto e dispõe de poucos laboratórios que realizam esse tipo de pesquisa. Por isso, o 9º ENIFarMed vai discutir a importância de investir na área e quais são as melhores práticas e alternativas aos estudos pré-clínicos atualmente.


Carlos Alberto Tagliati, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e sócio-fundador da empresa de biotecnologia In Vitro Cells, é moderador da plenária “Pré-clínicos: custo ou investimento? Quais as melhores práticas e alternativas?” e aponta como um dos principais avanços na área a construção do laboratório de alto nível para testes pré-clínicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O professor também destaca a aprovação pela Anvisa de 17 métodos alternativos aos testes em animais como um enorme progresso para o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da indústria farmacêutica.


Apesar do tema já ter avançado em diversos aspectos no País, Carlos Tagliati destaca que ainda há gargalos que travam o desenvolvimento de pesquisas mais eficazes, principalmente ao utilizar os métodos in vitro. Uma das principais necessidades, para ele, é que haja uma aproximação maior entre universidade e empresas. “Nesses métodos in vitro eu acho que a universidade pode ajudar muito, as indústrias farmacêuticas do mundo inteiro fazem isso. Eu acho que deveria haver uma aproximação mais consistente”, diz.


Hoje, a maioria das empresas faz a fase de testes pré-clínicos no exterior. Tagliati afirma que nós perdemos a corrida para os outros países em quantidade de laboratórios, mas acredita que se houver pelo menos dois no País com a capacidade de realizar todos os tipos de testes na área, com relação aos in vivo, com certificação e disponibilidade técnica, o Brasil tem a capacidade de se tornar um player internacional na realização desses ensaios. “Se o laboratório for certificado, o resultado é aceito no mundo inteiro, não tem porque não fazer aqui”, explica.


Ao falar sobre as perspectivas do setor de estudos pré-clínicos no Brasil para os próximos anos, o professor é enfático e acredita que deve-se investir nos métodos in vitro. A explicação, segundo é ele, é o grande avanço dos laboratórios nessa atividade, o reconhecimento dos métodos alternativos pela Anvisa, o fato do Conselho Nacional de Experimentação Animal (Consea) estar muito ligado a essa questão e a existência hoje de órgãos como a Sociedade Brasileira de Métodos Alternativos à Experimentação Animal (SBMAlt) e o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM).


Carlos Tagliati participa desde o 2º ENIFarMed e destaca que o enfoque do debate nessa edição é mostrar que os ensaios pré-clínicos não são um custo, e sim um investimento. Para ele, a indústria farmacêutica pode e deve investir nas parcerias com universidades e centros de pesquisa. Com relação às melhores práticas e alternativas, o professor reforça a ideia de apostar nos métodos alternativos. “Até agora a gente vem falando muito em questão de animal. Eu quero mostrar que tem uma coisa muito importante antes dele, onde a gente faz a triagem. Nisso que devemos investir agora, porque é fazer o que o mundo inteiro faz”, conclui.


Serviço


9º Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (ENIFarMed)

Data: 18 e 19 de agosto de 2015

Local: Av. Rebouças, 600, Cerqueira César, São Paulo, SP

Inscrições aqui


(Fonte: Claudia Ramos para Notícias Protec – 08/07/2015)



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