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Pesquisadores desenvolvem teste rápido para detectar leptospirose

Data: 19/05/2015

No Brasil, cerca de 12 mil casos de leptospirose grave - doença transmitida em contato com água ou urina de roedores contaminados - são notificados anualmente durante epidemias que ocorrem em comunidades carentes. A demora do diagnóstico é um dos fatores que levam muitos a óbito, pois a doença atinge estágios mais avançados e causa hemorragia pulmonar. Nesse cenário, uma equipe de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), desenvolveu um teste rápido para identificar a leptospirose.


Primeiro, a equipe encontrou a bactéria e as proteínas de Leptospira nas amostras de sangue dos pacientes. Eles isolaram a proteína da bactéria causadora da leptospirose e conseguiram implantá-la em uma fita que fica dentro de um cartucho. Com apenas uma gota de sangue, tornou-se possível saber se o paciente está ou não infectado.


Se o paciente estiver com a doença, os anticorpos entram em contato com a proteína. Dessa forma, aparecem dois traços na faixa branca do cartucho. Se o exame der negativo, o equipamento mostra apenas um traço.


As técnicas atuais utilizadas para detectar a leptospirose podem demorar até 15 dias.


O teste é rápido e capaz de identificar a doença no paciente em apenas 20 minutos. Dessa forma, é possível dar uma chance de iniciar o tratamento assim que diagnosticado, evitando que a enfermidade se agrave.


Agora, a equipe de pesquisadores está trabalhando em uma vacina contra a leptospirose, uma vez que o antígeno que serve para o teste ajuda também para a vacina.


 

(Fonte: Agência Gestão CT&I, com informações da Fapesb – 19/05/2015)



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