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Fiocruz auxilia Ministério na distribuição de autoteste para HIV em Curitiba

Data: 27/01/2015

A partir de fevereiro, o autoteste para HIV produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) começará a ser distribuído pelo Ministério da Saúde (MS) na cidade de Curitiba, no Paraná. A ação faz parte do projeto A hora é agora, lançado pelo MS com a colaboração da secretaria municipal de saúde da capital paranaense, da Universidade Federal do Paraná, da organização não governamental Grupo Dignidade e da Fiocruz.    


A distribuição será feita por meio de registro em site a ser divulgado posteriormente. A retirada do teste poderá ser feita em terminais de autoatendimento nos Correios, em farmácias populares operadas pela Fiocruz ou ainda via recebimento por Sedex. O público-alvo desse projeto são jovens gays e homens que fazem sexo com homens (HSH). Outra ação prevista no projeto é a testagem móvel, na qual um trailer percorrerá pontos estratégicos da cidade. 


Na última quarta-feira (21/1), representantes do Ministério da Saúde brasileiro receberam membros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do Departamento de Saúde dos Estados Unidos e da embaixada americana para mostrar o andamento do projeto. O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do MS, Fábio Mesquita, agradeceu a visita da equipe e a parceria bilateral com o governo dos Estados Unidos. “É muito bom ver que tudo o que foi discutido está sendo implantado. É um projeto que vai nos ajudar a trabalhar ainda mais com o jovem gay no País”, afirmou. Para a vice-diretora do CDC, Nena Lentini, o projeto auxiliará o acompanhamento de jovens soropositivos no tratamento. “O objetivo do A Hora é Agora é vincular 90% dos gays testados aos serviços de saúde”, destacou.


Teste rápido e capacitação de profissionais


Para alcançar pessoas mais vulneráveis à infecção pelo HIV/Aids e fazer com que tenham acesso rápido ao diagnóstico, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde iniciou em 2014 um outro projeto, o Viva Melhor Sabendo, que consiste na testagem rápida por meio de fluido oral aplicado pelas ONGs que compõem o projeto. A iniciativa buscou a parceria com ONGs porque essas instituições conseguem ter acesso maior às populações mais vulneráveis à infecção pelo HIV/Aids do que os serviços de saúde.


O teste rápido é produzido por Bio-Manguinhos/Fiocruz que, entre os meses de abril e novembro de 2014, entregou mais de 41 mil kits ao MS. A unidade da Fundação também ajudou na realização dos exames e participou de oficinas para capacitar os profissionais das ONGs para poderem aplicar o teste em campo. Além disso, em março de 2014, seis colaboradores da unidade, cinco do Laboratório de Controle de Reativos (Lacore) e um do Departamento de Reativos para Diagnóstico (Dered) acompanharam as aplicações do teste em campo, como em pontos de prostituição.


Para fazer o teste, é preciso que a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal nos 30 minutos anteriores. Também é preciso retirar o batom e evitar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora descartável. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas daquela cor, indica que na amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo. O resultado sai em até 30 minutos.


Aids: prevenção ainda é o melhor caminho 


Aclamado internacionalmente por ter criado um programa de prevenção e tratamento considerado progressista e inclusivo, o Brasil vive um momento delicado no que se refere à prevenção de novos casos. Segundo o Boletim Epidemiológico em HIV/Aids de 2013, divulgado pelo Ministério da Saúde, entre 2003 e 2012 a incidência de casos de Aids no Norte brasileiro apresentou um aumento de 92,7%; no Nordeste, foi de 62,6%. Por outro lado, as regiões Sul e Sudeste, que concentram a maior parte dos casos diagnosticados, apresentaram um recuo de 0,3% e 18,6%, respectivamente.


Outro fenômeno demostrado no Boletim Epidemiológico é a interiorização da epidemia de HIV/Aids. Inicialmente concentrada nas grandes capitais das regiões Sul e Sudeste, a Aids avançou no Norte e Nordeste brasileiro. Apesar do crescimento da epidemia, o Brasil pode reverter o quadro. Para isso, basta mirar as ações do passado e lembrar que, apesar dos avanços trazidos pelos medicamentos, a Aids ainda não tem cura e que o tratamento da doença não consiste apenas em se medicar.


 

(Fonte: Fiocruz – 24/01/2015)



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