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Indústria farmacêutica nacional deve investir mais em P&D, aponta presidente da Finep

Data: 10/12/2014

O Brasil possui dependências tecnológicas em diversas áreas da saúde, mas as maiores deficiências estão no setor de fármacos, medicamentos e equipamentos médicos. A avaliação é do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, ao ressaltar que um investimento maior da indústria farmacêutica, especialmente em pesquisa e desenvolvimento (P&D), é essencial para o País aprimorar sua produção e despontar no mercado internacional.


“É fundamental, para permanecerem como participantes dos grandes avanços internacionais, que as empresas brasileiras invistam cada vez mais em P&D, cada vez mais em novos produtos, testes, equipamentos. Isso é chave para o Brasil. É assim que se gera empregos, renda e produtos de qualidade para atender as necessidades da população”, afirmou Arbix, durante um bate-papo online promovido pela Finep nesta terça-feira (09/12).


Segundo o mandatário da entidade financiadora, indústrias farmacêuticas estrangeiras costumam investir até 25% do faturamentoem pesquisas. Seriaalgo em torno de R$ 1 bilhão, para desenvolver, por exemplo, novas moléculas de fármacos e medicamentos.


“No Brasil não existe nenhuma empresa que chegue perto dessas grandes. Mas antes, elas investiam 0,5%, agora colocam 3%, 4% e as vezes até 7% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Elas já estão investindo mais, mas precisa investir mais ainda, com os resultados aparecendo em dois a quatro anos”.


Apesar do panorama de dificuldades que a economia brasileira poderá ter nos próximos anos, Arbix garante que a demanda por inovação e a tecnologia são crescentes na indústria da saúde. Por isso, investimentos em P&D precisam ser cada vez mais revistos pelas empresas. “Já contratamos mais de R$ 7 bilhões (de financiamento) em inovação em relação ao ano passado, e temos uma carteira de mais R$ 7 bilhões a ser contratados. Mesmo com as dificuldades, a demanda continua forte”, pontuou.

 

Inova Saúde

 

O programa Inova Saúde, lançado em março de 2013 pelo Governo Federal em parceria com a Finep, basicamente tem financiado os projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico das empresas relacionadas a medicamentos e equipamentos médicos, a partir de contratos e editais. De acordo com Arbix, a iniciativa tem contribuído principalmente no desenvolvimento tecnológico do setor de fármacos.

 

“A parte em que se mais investe é na área de fármacos. O Brasil está tentando abrir uma nova janela de oportunidades, que abre uma nova fronteira da indústria brasileira nessa área”, comentou. “No entanto, temos feito todo o esforço para desenvolver uma alternativa a indústria farmacêutica. Inovação exige talentos diversos, em várias áreas, e a Finep junto com o Inova Saúde pretendem investir do mesmo jeito que o mundo tem investido”, concluiu.


 

(Fonte: Agência Gestão CT&I – 09/12/2014)



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