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Parceria entre UFCG e indústria resulta em fio cirúrgico biológico

Data: 25/11/2014

Pesquisadores do Laboratório de Desenvolvimento e Avaliação de Biomateriais do Nordeste (CertBio), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), estão trabalhando em um produto considerado pioneiro na área médica. Em parceria com o Laboratório Cristália, complexo industrial farmoquímico, farmacêutico e de biotecnologia 100% brasileiro, eles conseguiram desenvolver um fio cirúrgico a partir da quitosana, composto biológico retirado do exoesqueleto de crustáceos e insetos.


Conforme o coordenador do projeto, professor doutor Marcus Vinicius Lia Fook, a invenção poderá trazer inúmeros benefícios para pacientes que passam por pós-operatórios.


“A quitosana tem várias aplicações e é vendida no mercado inclusive para o auxílio do emagrecimento. Nós produzimos esse polímero em grau médico e patenteamos. Associada com um tipo de fármaco da empresa Cristália, a quitosana pode gerar um fio cirúrgico que traz a possibilidade de incorporar doses de remédio liberadas de forma controlada no organismo. Isso é muito importante, por que hoje em dia, quando você toma um medicamento, ele é absorvido de forma intensa e depois tem seu efeito diminuído”, comentou.


A ideia é que a ação das substâncias liberadas pelo fio sejam prolongadas por até 48 horas após as cirurgias, período que geralmente é visto como o mais complicado em relação às dores. O produto ainda está em fase de testes, e, de acordo com o professor, ainda não tem previsão de lançamento.


“Fundamentalmente, ele é algo inédito no mercado mundial e fruto de uma pesquisa que fazemos, com a associação do ponto de vista da aplicação médica, com a Cristália, maior produtora de anestésicos da América Latina. Eles financiaram uma parte dos estudos, entraram com todo o aporte tecnológico e irão lançar o produto”, mencionou. “Faltam alguns procedimentos formais, como o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas do ponto de vista comercial, o laboratório é quem será responsável”, acrescentou.


A invenção foi apresentada com destaque no 61º Congresso Brasileiro de Anestesiologia, realizado em Recife (PE) na semana passada. Segundo Fook, mais de 2.800 profissionais de medicina estiveram no evento e acompanharam com entusiasmo as explicações acerca do fio cirúrgico, que teve em sua elaboração o envolvimento de pós-doutores, doutorandos, mestrandos e alunos da iniciação científica de diversos cursos da UFCG, como medicina, física, farmácia e engenharia de materiais.

 


(Fonte: Jornal da Paraíba – 23/11/2014)



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