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Farmacêuticas deixam de faturar R$ 10 bilhões por baixa inovação, diz setor

Data: 06/10/2014

A modernização de um terço dos remédios vendidos no País poderia ampliar em até R$ 10 bilhões o faturamento da indústria farmacêutica, segundo levantamento da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac).


Essa inovação abrange da modificação do sabor de um xarope, para se tornar mais palatável, à redução na dosagem de três para um comprimido ao dia, por exemplo.


Seriam necessários R$ 3 bilhões em investimentos para dobrar o potencial de mercado dos 230 princípios ativos, que hoje movimentam R$ 10 bilhões, segundo o estudo.


"A falta de uma regulamentação própria, entretanto, desencoraja a indústria, pois precifica o produto de forma inadequada, sem considerar os investimentos feitos em inovação", afirma Henrique Tada, presidente-executivo da entidade.


Todos os medicamentos produzidos na Blau são originados desse tipo de inovação, segundo Marcelo Hahn, CEO do laboratório.


"Não conseguimos repassar os custos para o produto acabado. Se decidirmos descontinuar a venda por isso, podemos perder o registro daquele medicamento."


A Biolab pretende ampliar a participação dos inovadores no faturamento do grupo dos atuais 58% para ao menos 80% até 2018.


A União Química tem 26 casos de inovação incremental em seu portfólio e pretende dobrar a quantia. "Temos 300 itens aguardando liberação, 25 deles fruto de incremento", diz Fernando Marques, presidente da empresa.


Um grupo de trabalho coordenado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), discute a mudança de critérios de precificação dos produtos.


Procurada, a Anvisa informou não estar autorizada a falar com a imprensa sobre o tema. O Ministério da Saúde, membro do grupo, disse que o debate está em fase inicial e por isso não se manifestaria.



(Fonte: Folha de S. Paulo – 06/10/2014)



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