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Novo antibiótico contra bactérias resistentes

Data: 27/11/2019

Cada vez mais bactérias responsáveis por doenças infecciosas têm se tornado resistentes aos antibióticos disponíveis. Algumas delas, como a Escherichia coli, responsável por infecções no trato digestivo, e a Klebsiella pneumoniae, causadora de pneumonias, têm uma membrana externa adicional que dificulta a ação de medicamentos. Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu um peptídeo que é capaz justamente de atuar em um mecanismo que leva ao rompimento desse escudo.

 

Trata-se da darobactina, descoberta entre mais de 4.500 moléculas testadas. Ela se liga à proteína BamA, localizada na membrana externa das bactérias gram-negativas, comum em hospitais e responsáveis por complicações que podem levar à morte. Essa camada protetiva perde, então, a funcionalidade, e os micro-organismos acabam morrendo.

 

“É particularmente interessante notar que esse ponto fraco anteriormente desconhecido está localizado na parte externa das bactérias, onde as substâncias podem alcançá-lo facilmente”, destaca, em comunicado, Till Schäberle, pesquisador do Instituto de Biotecnologia de Insetos da Liebig University Giessen, na Alemanha, e um dos autores do estudo, divulgado na revista Nature.

 

Cepas distintas

Em experimentos no laboratório, a darobactina surtiu efeito significativo no caso de infecções tanto de cepas de tipo selvagem quanto nas causadas por Pseudomonas aeruginosa (que aproveita a debilidade do corpo para causar um quadro de infecção), Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae resistentes a antibióticos. Também chamou a atenção da equipe o fato de a substância não mostrar toxicidade celular, que é um pré-requisito para ser usada como antibiótico.

 

Segundo os cientistas, a darobactina se apresenta uma substância potente e muito promissora para o desenvolvimento de um novo antibiótico. “Já conseguimos obter informações sobre como as bactérias sintetizam essa molécula. Agora, estamos trabalhando no campo da pesquisa de produtos naturais para aumentar a produção dessa substância e gerar análogos”, diz Till Schäberle. Participam do estudo pesquisadores da Northeastern University, nos Estados Unidos.

 

 

 

(Fonte: Correio Braziliense - 27/11/19)



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