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Novo medicamento pode bloquear a multiplicação das células cancerígenas

Data: 24/10/2019

Um novo medicamento chega ao Brasil: O Herzuma, vai possibilitar que pacientes com câncer de mama em estágio inicial e metastático tenham uma opção mais acessível para o tratamento da doença. A medicação foi recentemente liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

O fármaco tem a mesma eficácia que o trastuzumabe, considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das terapias essenciais no combate ao câncer. O medicamento é um anticorpo monoclonal que tem capacidade de bloquear a multiplicação das células cancerígenas, sem atingir as sadias.

 

Trata-se de uma terapia alvo indicada para o câncer de mama denominado HER2+, considerado tumores agressivos, capazes de se desenvolver mais rapidamente que outros cânceres de mama e respondem por cerca de 20% dos casos.

 

No mundo, uma em cada oito mulheres vai ter câncer de mama. O biossimilar abre espaço para opções de tratamento com custos mais baixos e alta eficácia, o que representa maior incentivo para investimentos em pesquisas sobre o câncer. “A chegada do medicamento nos proporciona mais uma opção para a prática clínica e amplia o acesso dos pacientes a um medicamento que é essencial no tratamento do câncer. No âmbito de saúde pública, isso possibilita a otimização de recursos, ou seja, é possível atender um número maior de pessoas”, destaca Felipe Ades, oncologista coordenador dos núcleos de oncologia mamária e cutânea do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

O fármaco pode ser utilizado após cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou em combinação com essas terapias e demais medicações. Segundo o especialista, as chances de cura são duplicadas quando a terapia-alvo é utilizada após a cirurgia. “Quando utilizada antes da cirurgia, em 40% dos casos, a doença some com o uso do medicamento”, ressalta Ades.

 

O novo produto será comercializado por meio da parceria a Biomm e a sul-coreana Celltrion Healthcare (CHTC), e tem previsão de chegar ao mercado ainda este ano. “A aprovação dos biossimilares é baseada em uma extensa análise de um pacote de evidências, que inclui informações de similaridade analítica, dados não clínicos, farmacologia clínica e imunogenicidade. Ou seja, o medicamento só chega no mercado depois de um longo período de testes e conferências entre eficácia e segurança”, explica o oncologista.

 

Outubro Rosa

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2018, o Brasil foi o segundo maior país com incidência da doença, com 62,9 casos a cada 100 mil mulheres. “No país, em torno de 25% dos pacientes morrem devido ao câncer de mama. No mundo, essa taxa representa 10%.”

 

Cerca de 30% dos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividades físicas, alimentação saudável, peso adequado, equilíbrio no consumo de bebidas alcoólicas e hormônios sintéticos.

 

Diagnóstico

O acompanhamento deve ser feito anualmente para mulheres acima dos 40 anos, com a realização da mamografia, independentemente do histórico familiar. Caso o exame tenha modificações, a paciente é encaminhada a um oncologista, que posteriormente avaliará o melhor tipo de tratamento para cada caso. "A detecção precoce ainda é a melhor forma de prevenção contra o câncer de mama. Com ela, é possível curar até 90% dos casos. Por conta disso, o acompanhamento médico anual é tão importante após os 40 anos de idade”, finaliza Dr. Felipe Ades. 

 

 

 

(Fonte: Folha Vitória - 23/10/19)



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