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Medicamento em parceria com USP sustenta internacionalização da Biolab

Data: 18/09/2019

Entre os principais laboratórios farmacêuticos do Brasil, a Biolab é a mais jovem, com apenas 22 anos, e se pauta na inovação para acelerar seu processo de internacionalização. A estratégia para alcançar esse objetivo passa pelo principal medicamento da companhia, o antiemético Vonau Flash (ondansetrona), indicado para vômitos e náuseas. Desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio financeiro da Biolab, o medicamento é um caso de sucesso.

 

“Trata-se da maior inovação incremental feita por uma empresa farmacêutica no Brasil em parceria com uma universidade”, afirma o CEO Cleiton de Castro Marques. Hoje, o medicamento representa 90% de todos os royalties destinados à USP. Somente neste ano, a universidade receberá mais de R$ 4 milhões da Biolab. O objetivo da companhia é lançar o Vonau Flash no Peru, Equador e Colômbia. “O remédio já está em registro no México, América Central, Arábia Saudita e países árabes. Sua formulação também está sendo adequada em nosso laboratório no Canadá, com foco no mercado norte-americano e europeu”, antecipa Marques.

 

O antiemético detém mais de 50% do mercado de náusea no país e tem como diferencial a capacidade de dissolução oral entre 15 e 20 segundos, com efeito rápido no organismo. Os estudos iniciaram-se em 2004 e a patente foi concedida em 13 de março de 2018. Em agosto deste ano, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reconheceu a inovação do medicamento e manteve a patente com a Biolab e com a USP.

 

Outro medicamento que também contribui para a expectativa de internacionalização é o antifúngico Zilt (dapaconazol). Trata-se do primeiro produto de inovação radical desenvolvido por uma farmacêutica da América Latina, com previsão de chegada ao mercado no segundo semestre do próximo ano. A fórmula farmacêutica foi 100% desenvolvida pela Biolab, fruto de oito anos de trabalho, e tem patente requerida nos principais mercados internacionais.

 

Para o CEO da Biolab, os maiores entraves para a inovação no Brasil ainda são os aspectos regulatórios, que precisam ser mais dinâmicos, assim como é preciso maior agilidade do INPI e dos órgãos de análise patentária. “Não dá para esperar entre 12 e 15 anos para ter uma patente analisada”, ressalta. Outro ponto é o pleito que as indústrias estão fazendo junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para que as empresas possam ser remuneradas pela inovação.

 

A Biolab lançou 40 produtos neste ano, entre genéricos e marcas. A farmacêutica destinou ainda R$ 450 milhões para a construção de um complexo industrial em Pouso Alegre (MG), que entrará em operação parcial em 2020 e completa no fim de 2022. A expectativa é gerar cerca de 800 empregos diretos.

 

 

 

(Fonte: Panorama Farmacêutico - 18/09/19)



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