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Notícias Protec: 12º ENIFarMed - Sessão Temática 1

Data: 05/12/2018

Sessão Temática 1

Após o intervalo, os participantes se dividiram em duas Sessões Temáticas. Uma delas abordou a questão dos produtos biológicos, sintéticos e cosméticos e a regulação foi amplamente comentada. Isso porque o Brasil precisa avançar muito para atuar como outros países. Na Coreia, por exemplo, a continuidade de qualquer projeto só ocorre depois que a regulação for feita. De acordo com o Sérgio Mecena, da UFF, falta interesse do Governo em desenvolver o marco regulatório. Para ele, as normas para os medicamentos são específicas, mas não existe isso para as outras áreas.

 

“Assim como é importante a fiscalização, já que há produtos no mercado indicando fórmulas e categorias que não seguem as normas. Se a regulação estiver adequada, a empresa irá apresentar as informações corretamente e o produto será aprovado”, disse.

 

Foi lembrado na sessão que a Anvisa, inclusive, aqueceu o debate em diversos pontos, principalmente no que tange à dificuldade de agilizar os processos e o entendimento das análises. Todos foram unânimes em afirmar que o diálogo precisa melhorar para que a Anvisa ajude o mercado a manter a competitividade dos produtos.

 

Também foi discutida a relação entre o que é lançado pelo marketing e o que realmente o produto entrega.  Foi identificada ainda a necessidade de o País investir nos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e nas Fundações de Apoio para se chegar a níveis internacionais.

 

O Brasil é o terceiro maior consumidor de cosméticos do mundo, cujo setor é responsável por 1,8% do PIB nacional, e a inovação é vital para que as empresas se diferenciem no mercado nacional e, sobretudo, no internacional. O modelo de inovação aberta contribui para entender a posição da USP no primeiro lugar do ranking de pesquisa em cosméticos, no qual o setor tem estreitas relações com outros segmentos, como a indústria química, farmacêutica, de embalagem e alimentícia.

 

Os palestrantes questionaram a falta de integração e diálogo entre a academia e as empresas. Há profissionais mal qualificados no mercado, falta de informação sobre a regulação para bioprodutos, falta de entendimento sobre registro de patentes, falta de informação sobre a legislação e muitas outras dificuldades para abrir um negócio. “Em suma, falta apoio, ninguém se entende. Esse mercado tem grande potencial, mas é preciso o mínimo de entendimento para avançar”, afirmou Daniel Barreto, da Assessa.

 

Além dele, Ana Carolina Paz, da MSSC foi palestrante da Sessão. Alane Vermelho, da Bioinovar/UFRJ, e Nadia Armelin, da Yenzah, foram debatedores. Como moderador Sérgio Mecena, da UFF, e relatora Regina Affonso.

 

 

 

(Fonte: Protec)



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