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Líder em representação farmacêutica inicia processo de internacionalização

Data: 19/11/2018

O aumento do número de medicamentos de alto custo registrados na América Latina - só no Brasil, esse volume dobrou entre 2014 e 2017 - estimula a Pharmexx Brasil a iniciar um processo de internacionalização. Referência na formação de equipes comerciais e de marketing para a indústria farmacêutica, envolvendo propagandistas, promotores e dermoconsultores, a empresa deve fechar 2018 com um faturamento de R$ 40 milhões. O índice é 25% superior ao do ano passado, quando a empresa já havia dobrado a receita sobre 2016.

 

Até 2020, a projeção é triplicar o faturamento por meio de aquisições e início de operações na Colômbia e México. A estratégia tem respaldo da britânica Ashfield Healthcare, presente em 24 países e que irá assumir o controle total da Pharmexx nas Américas em 2021. A companhia britânica é líder global na oferta de soluções de vendas, marketing, comunicação multicanal e de engajamento do paciente.

 

"Há também uma expectativa de alta de 9,3% no faturamento dos laboratórios farmacêuticos neste ano. É mais um dado que confirma o potencial da nossa atividade, que permite formar e qualificar a força de vendas para a indústria", avalia o sócio-fundador Cássio Rossetti.

 

Fundada em 1993, a Pharmexx Brasil reúne na carteira de clientes grupos como Bayer, Boehringer Ingelheim, Coty, Dasa, Nestlé, Roche e Takeda. Um de seus carros-chefes é o trabalho de visitação médica para apresentação de novos lançamentos da indústria, que envolve também a interação com profissionais como enfermeiros, nutricionistas e formadores de opinião. Hoje, esse segmento totaliza 37% da receita anual.

 

Na última década, porém, a empresa diversificou seu mix de serviços e passou a contar com sete unidades, estendendo a operação para além dos consultórios. Entre as áreas de atuação estão as ações de trade junto ao varejo farmacêutico - que já representam 47% dos negócios. Também foram alocados esforços para qualificar mão de obra destinada a programas de suporte a pacientes e para atender à crescente demanda de todo o canal farma pelo preenchimento temporário de vagas - atualmente, a Pharmexx reúne um banco de talentos com cerca de 20 mil profissionais e estudantes universitários.

 

Carreira em transformação

Conhecimento científico, domínio na gestão de dados e na adoção de novas tecnologias. Especialmente nesta década, tais atributos contribuíram para mudar por completo o cotidiano dos propagandistas. Antes restrita ao trabalho de representação e visitação médica para a promoção de novos medicamentos, a atividade possui status importante dos principais laboratórios farmacêuticos no país, tornando-se um campo promissor para quem almeja seguir carreira e galgar postos mais altos na própria indústria.

 

A profissão foi legalmente reconhecida em 14 de julho de 1975, data que celebra o Dia do Propagandista de Laboratório. Estima-se que, no Brasil, já existam entre 18 mil e 20 mil profissionais, eminentemente com formação em Administração, Marketing ou Comunicação. Os salários podem variar de R$ 3 mil para iniciantes a R$ 15 mil para os mais experimentados.

 

"Pesquisa da Mccann Health com médicos de seis diferentes especialidades destacou que 36% dos entrevistados ainda preferem o contato presencial com os propagandistas e 30% já confiam em ferramentas de comunicação eletrônica. É um contingente que respalda a relevância dessa função", argumenta Rossetti.

 

Há três ou quatro décadas, esses profissionais disputavam espaço nos consultórios e concentravam a abordagem na classe médica. A falta de canais de informação e tecnologias disponíveis, porém, restringiam as pesquisas sobre princípios ativos e patologias. Mas o rápido incremento do número de médicos no país - hoje em torno de 440 mil - exigiu uma reinvenção.

 

Esse exército de profissionais mantém uma agenda intensiva de visitas não apenas aos médicos, como também aos pontos de venda das farmácias e drogarias, onde vão além da tarefa de divulgar lançamentos e compartilhar pesquisas científicas do fabricante. "O representante estabelece um elo entre a indústria, os médicos e o varejo, ampliando o conhecimento sobre os produtos e também diminuindo eventuais problemas decorrentes de ruptura no estoque", exemplifica Rossetti.

 

 

 

(Fonte: Terra - 14/11/18)



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