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Biotecnologia fundamenta sessão temática do ENIFarMed

Data: 05/12/2017


Debate foi realizado na tarde desta terça-feira e tratou de importante setor de desenvolvimento da saúde


A quinta sessão temática do 11º ENIFarMed nesta terça-feira, dia 5 de dezembro, trouxe o tema "Biotecnologia - Terapias avançadas e medicina regenerativa", com a apresentação dos palestrantes Renata Parca, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e Antonio Carlos Campos de Carvalho, da UFRJ; e dos debatedores João Transmontamo, da Biolotus; Graciela Conceição Pignatari, da Tismoo; e Marcio Bajgelman, do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio)/Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); e mediação de Daniela Queiroz, da Thermofisher.

 

Renata Parca explicou a diferença entre os produtos de terapias convencionais e de avançadas. No primeiro caso, há uma técnica de manipulação mínima e a célula é usada com a mesma função. Já na avançada, há uma técnica de produção em que, por exemplo, altera-se o DNA das células para usá-las em uma terapia. Há, portanto, uma manipulação substancial. "A Anvisa está trabalhando em um modelo regulatório para esse tipo de produto", disse ela referindo-se às terapias avançadas. As etapas desse marco regulatório são esperadas para este ano de 2018. Todo esse modelo passa por uma câmara técnica de terapias avançadas, que conta com sete especialistas.

 

Antonio de Carvalho falou sobre as células-tronco de pluripotência induzida (iPSC), que são aquelas que os pesquisadores conseguem reprogramar ao estágio de célula-tronco embrionária, fazendo com que elas reproduzam qualquer tecido do corpo humano.

 

Em seguida, Graciela explicou que a Tismoo é a uma startup exclusivamente dedicada às análises genéticas com o foco e perspectivas terapêuticas para o transtorno do espectro do autismo e os outros transtornos neurológicos de origem genética. E apresentou processo de medicina de precisão genômica.

 

Já Transmontamo apresentou algumas das barreiras que as indústrias de biotecnologia têm que lidar, como a construção de plantas, o custo operacional e desenvolvimento químico. Bajgelman explicou que trabalha com as estratégias para a imunoterapia do câncer, focou sua fala no desenvolvimento de fármacos e fez uma retrospectiva sobre esse tipo de tratamento. "Se colocarmos uma linha do tempo no tratamento do câncer vemos que ela não mudou muito durante décadas em que a terapêutica foi baseada em cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Nos últimos 20 anos, entretanto, estratégias baseadas em imunoterapia tem revolucionado o tratamento do câncer aumentando-se a sua especificidade e possibilitando um tratamento mais efetivo para a eliminação de metástases", explica.

 

Biotecnologia foi um tema amplamente debatido durante a 11ª edição do ENIFarMed devido à sua alta importância para o setor.



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