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Palestra internacional – Novidades para prevenção de Dengue

Data: 05/12/2017


Primeira plenária desta terça-feira no 11º ENIFarMed contou com palestra de George Moonsammy, da VLP Therapeutics, EUA

 

Com o verão se aproximando, os noticiários brasileiros retomam as campanhas de prevenção e combate à dengue, doença que segundo o Ministério da Saúde atinge cerca de 50 milhões de pessoas ao ano. Contribuindo com o contexto da prevenção e ampliando o debate sobre o tema, o 11º ENIFarMed recebeu George Moonsammy, diretor executivo de assuntos regulatórios e clínicos da VLP Therapeutics (EUA) para uma palestra que expôs uma nova tecnologia capaz de reformular o atual sistema vacinal no combate a doenças infecciosas como Dengue e Malária e, também, pode ser direcionada à criação de vacinas terapêuticas para câncer e doenças neurológicas.

 

Nascido na Guiana Inglesa, Moonsammy visita o Brasil pela primeira vez e aproveita para acompanhar o atual cenário do combate à Dengue no país. “Vi no noticiário alguns dos problemas que estão sendo observados com a vacina da Dengue atualmente aprovada. Quando pensamos em Dengue, temos cerca de 50% da população mundial suscetível à infecção. É uma doença bastante complicada pois há quatro subtipos. Essa vacina não é um produto fácil de ser produzido”, comentou ele sobre a recente notificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que a Dengvaxia, da Sanofi, não seja ministrada em pessoas que nunca foram infectadas e sobre o posicionamento da OMS (Organização Mundial de Saúde) de que deve realizará uma revisão completa do produto até o final do ano.

 

Ao explicar o processo de desenvolvimento da plataforma VLP, Moonsammy declarou que a marca eleva o nível do setor ao desenvolver vacinas seguras para o uso humano. “O que Wataru [doutor Wataru Akahata, co-fundador da VLP Therapeutics] criou foi uma plataforma plug and play que pode ser utilizada para a criação de várias vacinas, incluindo a vacina contra Chikungunya que está em fase II e deve ser aprovada nos próximos dois anos”, declarou ao complementar que a vacina da Dengue que vem sendo elaborada também embasará o desenvolvimento de outras vacinas contra zika vírus e até mesmo contra febre amarela e vírus do Nilo ocidental.

 

O grande diferencial das vacinas produzidas pela VLP Therapeutics está em sua composição: enquanto as tradicionais utilizam vírus atenuados, as imersas na plataforma criada por Akahata utilizam partículas semelhantes ao vírus, e não vírus vivos. Dessa forma, por não possuírem material genético, o efeito replicativo é impossibilitado, aumentando a segurança do procedimento.

 

Moonsammy também aproveitou sua palestra para traçar comparativos diretos entre as vacinas da VLP Therapeutics e a dos laboratórios concorrentes e para detalhar com mais precisão o processo de desenvolvimento, incluindo as dinâmicas de testes e estudos de estímulos. “Acreditamos que a nossa VLP de Dengue poderá ter uma melhor resposta, com melhor perfil de segurança podendo vacinar, inclusive, crianças de 0 a 9 anos de idade”, declarou.

 

A plenária foi moderada pelo consultor Samuel Silva que organizou as perguntas do debatedor Sotiris Missailidis, da BioManguinhos, cujos questionamentos fundamentaram-se principalmente nas características técnicas dos procedimentos utilizados pela empresa norte-americana. Atualmente, a VLP Therapeutics busca parcerias e financiamentos para o desenvolvimento deste novo rol de vacinas que inclui até mesmo terapias contra o câncer, doenças crônicas como diabetes e hiperlipdemia e enfermidades neurológicas como Alzheimer e esquizofrenia.



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