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Parceria acelera transferência tecnológica

Data: 28/11/2017

Fonte: Valor Econômico

Autor: Dauro Veras

Há dez anos atuando na área, a Libbs tem cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para fornecer medicamentos biotecnológicos ao Ministério da Saúde. Em novembro de 2016, a empresa inaugurou no município de Embu das Artes (SP) a Biotec, primeira fábrica brasileira em escala industrial a produzir anticorpos monoclonais. O empreendimento de R$ 227 milhões já está produzindo fármacos para tratamento de diversos tipos de câncer e doenças autoimunes.

 

"Este projeto é extremamente desafiador, arrojado e arriscado", afirma a diretora de assuntos institucionais da empresa, Márcia Bueno. "Todo dia é um aprendizado." Ela informa que apenas um terço da área fabril está sendo utilizada. O restante se destina a projetos futuros e também a eventuais parcerias com empresas que queiram investir no Brasil.

 

A Biomm, única empresa de biotecnologia humana listada na Bovespa, firmou parceria em setembro com o grupo coreano Celltrion Healthcare para distribuir no Brasil o Herzuma, biossimilar do Trastuzumabe para tratamento de câncer de mama - o tipo mais comum depois do de pele, com 58 mil casos novos no Brasil em 2016. O medicamento chega ao mercado no início do próximo ano.

 

"Temos várias conversas em andamento sobre transferência de tecnologia", diz o presidente Heraldo Marchezini. A empresa tem fábrica em Nova Lima (MG), com investimento de R$ 540 milhões, e outra em fase de instalação no município pernambucano de Jaboatão dos Guararapes. Na avaliação de Marchezini, o Brasil "perdeu o bonde" da indústria químico-farmacêutica, mas ainda tem grandes possibilidades de competir na biotecnologia.

 

Nos dias 4 e 5 de dezembro, profissionais da área vão se reunir no Rio de Janeiro no Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (ENIFarMed). Entre os temas está a Lei da Biodiversidade, regulamentada em 2016 depois de longo debate público. A principal mudança foi a criação de regras mais claras sobre a repartição de benefícios de produtos resultantes do patrimônio genético brasileiro ou do conhecimento de comunidades tradicionais, como povos indígenas ou quilombolas.

 

Fonte: Valor Econômico



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