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Medicamentos no azul, mas ritmo diminui

Data: 30/11/2015

Comparada à maior parte dos demais ramos de atividade, a indústria farmacêutica, em especial os fabricantes de medicamentos genéricos, não teriam do que se queixar, nestes tempos de recessão econômica. As vendas do mercado total, que incluem os remédios similares e de referência, aumentaram 7,3%, com 2,8 bilhões de unidades vendidas, gerando receitas de R$ 68, 9 bilhões, crescimento de 14,4%, entre janeiro e outubro deste ano, na comparação com igual período do ano passado.  


No entanto, esse desempenho representa uma queda média de 50% sobre os resultados obtidos em 2014. Em outras palavras, embora o setor ainda não enfrente chuvas e trovoadas,a desaceleração do ritmo de desempenho mostra que o céu não é exatamente de brigadeiro, fazendo ligar o sinal amarelo nos QGs dos laboratórios. 


“A situação preocupa não apenas as empresas, pela deterioração dos resultados, mas porque mostra que com a crise as pessoas também estão cortando seus gastos com remédios”, afirma Telma Salles, presidente da Progenéricos, a associação dos fabricantes de genéricos. Segundo ela, a situação é mais complicada para as pessoas que necessitam usar medicamentos de uso contínuo, principalmente os portadores de enfermidades como diabetes ou hipertensão. “Isso pode produzir um custo social altíssimo”, afirma.


No caso dos medicamentos genéricos, que representam 28,5% do mercado total, a situação é um pouco mais confortável, reconhece Telma. “Trata-se de uma alternativa mais barata, que venceu o preconceito dos consumidores, que já confiam na qualidade do produto”, diz. “Por outro lado, é preciso contabilizar o grande número de novos remédios genéricos lançados ao longo do ano.” 


Uma das preocupações da Progenéricos é ver como se comportará a última linha do balanço dos laboratórios, afetados pela valorização do dólar, que penaliza as importações de matérias primas. “Cerca de 90% dos princípios ativos são importados, particularmente da China”, diz. “Enquanto isso, os preços no varejo, que são controlados pelo Governo, foram majorados em apenas 5%.”


Esse quadro deve se manter, com eventuais pequenas alterações, até o fim de2015. A grande incógnita, para Telma, é o comportamento do mercado de medicamentos no ano que vem. “A incerteza é a nossa única certeza”, diz. A longo prazo, porém, as perspectivas são melhores. A presidente da Progenéricos lembra que o País conta com uma indústria consolidada – dos 10 maiores laboratórios, seis são nacionais, liderados por potências como a EMS, Hypermarcas e Aché.  Outro ponto em favor do setor é a possibilidade de ampliação da participação dos genéricos, que embora tenha se ampliado muito na última década, tem muito espaço para crescer. “Nos Estados Unidos, os genéricos representam 80% das vendas de medicamentos.”, afirma. 


 

(Fonte: Istoé Dinheiro – 26/11/2015)



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