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Lundbeck fará primeiro estudo clínico no Brasil

Data: 04/11/2015

O laboratório dinamarquês Lundbeck, único do mundo a atuar somente na área do sistema nervoso central e líder na venda de antidepressivos, vai realizar pela primeira vez uma extensão de estudo clínico no Brasil. O País foi escolhido para integrar a fase três das pesquisas com a idalopirdina, droga inovadora usada no tratamento da doença de Alzheimer, que pode chegar ao mercado em 2018.


De acordo com o presidente da Lundbeck Brasil, Josiel Florenzano, os estudos envolverão 60 pacientes em 12 centros de pesquisa no País - ao todo, cerca de 30 países participam dos estudos. A inclusão do Brasil pela primeira vez em uma iniciativa do laboratório dessa natureza deve-se principalmente ao tamanho do mercado farmacêutico local e ao envelhecimento da população.


A idalopirdina é um dos três novos medicamentos que devem contribuir para que a operação brasileira da Lundbeck dobre o faturamento nos próximos três anos, alcançando R$ 300 milhões em 2018 - no ano passado, a receita bruta do laboratório no País alcançou R$ 140 milhões.


Para atingir esse objetivo, conta Florenzano, a farmacêutica trará ao País, até a segunda metade do ano que vem, uma nova geração de antidepressivos, que acabou de ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Nesse segmento, a Lundbeck é líder de mercado com o Lexapro, que responde por 70% dos negócios da operação brasileira. Um dos cinco maiores do mundo no consumo de medicamentos, o Brasil é também o quarto maior na área de antidepressivos.


Em 2017, o laboratório dinamarquês pretende ainda lançar no País um antipsicótico (brexpiprazol), que se somará ao portfólio local composto atualmente por cinco drogas. "Com esses três lançamentos, devemos alcançar a meta", comentou.


Assim como toda a indústria farmacêutica brasileira, a Lundbeck também tem sentido nas margens de lucro o peso do dólar valorizado - todos os medicamentos oferecidos pela empresa no País são importados.


Para fazer frente ao câmbio, explicou Florenzano, o laboratório lançou mão de iniciativas de controle de custos. "Mas não estamos discutindo redução de descontos", afirmou. O laboratório oferece um programa de fidelidade, mas não conta com uma política de descontos que alcance todos os pacientes.


Fundado em 1915, o laboratório dinamarquês tem 30% de seu capital negociado na Bolsa de Valores de Copenhague - a Fundação Lundbeck detém 70% do capital. A farmacêutica concentra sua atuação na pesquisa de tratamentos para Alzheimer, depressão, dependência ao álcool, transtorno bipolar, epilepsia, doença de Huntington, doença de Parkinson e esquizofrenia.


No ano passado, teve faturamento global de US$ 2,8 bilhões e conta com centros de pesquisa na China, na Dinamarca e nos Estados Unidos, além de fábricas na China, Dinamarca, França e Itália.



(Fonte: Valor Econômico - 04/11/2015)



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