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Com investimento de R$ 33 milhões, Minas vai ganhar centro tecnológico farmacêutico

Data: 20/10/2015

A indústria farmacêutica de Minas Gerais, cujo faturamento cresce a um ritmo mais lento do que o nacional, pode receber um reforço para competir com mais vigor no mercado interno. Mediante investimentos de R$ 33 milhões, está cotada para Belo Horizonte a construção de um Centro Tecnológico Farmacêutico. No local, seriam realizados testes laboratoriais para certificação. Normalmente, esse tipo de teste é realizado no exterior. Para 2015, a indústria nacional estima crescer 7,74%, enquanto a mineira ficará na casa dos 3,5%, ou seja, a metade.


“Como a maioria das empresas farmacêuticas instaladas em Minas Gerais é de pequeno porte, o benefício seria grande. Afinal, elas iriam utilizar tecnologia de ponta para desenvolver e testar novos produtos aqui mesmo”, afirma Jomar Costa Rodrigues, coordenador técnico do sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para Fins Industriais no Estado de Minas Gerais (Sindurfarq). A entidade é uma das responsáveis pela implantação do Centro Tecnológico, em parceria com a Fiemg, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social de Minas Gerais (Sede) e Sebrae.


A expectativa é a de que o plano de negócios e os últimos detalhes do Centro Tecnológico sejam fechados no curto prazo. Se tudo der certo, a construção terá início em 2016, com término estimado para 2018. Os recursos virão de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


Um dos prédios onde funcionava o governo de Minas antes da transferência para a Cidade Administrativa irá receber o novo empreendimento. “Estamos avaliando qual prédio será o mais apto”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso.


Entraves


A indústria farmacêutica mineira precisa de incentivos para não fechar as portas e o Centro Tecnológico virá em boa hora, avalia o coordenador técnico do Sindusfarq. Nos últimos seis anos, de acordo com ele, houve o encerramento de 32 companhias no estado, metade do parque industrial. O principal motivo foi a alta carga de ICMS cobrada em Minas Gerais. Aqui, o imposto é de 18%, enquanto no Espírito Santo é 2%, Rio de Janeiro é 6% e em São Paulo é 12%.


Outro problema que deve ser atravessado pelo setor é a proposta orçamentária do Governo Federal para 2016 (ainda não votada) que extingue a parceria da União com mais de 5.700 estabelecimentos particulares, em todos os municípios do estado. Trata-se do fim do programa Aqui tem Farmácia Popular.


Nesses pontos, a população tem acesso gratuito ou a baixo custo a 32 remédios de uso contínuo. Os remédios continuam a ser disponibilizados em 41 pontos do estado.


Na avaliação do diretor-presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini, o fim do programa, caso seja aprovado, pode impactar o setor, mas não de maneira drástica.


Hipolabor moderniza sede e aposta em faturamento 20% maior


A Indústria Farmacêutica Hipolabor, sediada em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estima faturar, neste ano, 20% a mais do que o registrado no ano passado. E, para o futuro, as previsões são ainda melhores. O otimismo do presidente da empresa, Renato Alves, é atrelado à demanda reprimida do setor.


Para atender a esta parcela da sociedade, a companhia investiu R$ 15 milhões na modernização da sede. O montante foi destinado à compra de novos equipamentos para produção de fármacos sólidos. Para ampliar o mix, 12 produtos foram lançados.


Nova planta


Além disso, a companhia está aportando cerca de R$ 80 milhões em uma nova unidade em Montes Claros, região Norte de Minas. O município foi escolhido devido aos benefícios fiscais.


Prevista para ser inaugurada em 2017, a nova planta terá 14 prédios—auxiliares, laboratórios, processos fabris, entre outros— em um terreno de cerca de 120 mil metros quadrados, e vai produzir o dobro do apurado em Sabará.


Na unidade, aliás, a capacidade total já foi atingida.


“Só não produzimos mais porque não temos condições. Demanda tem”, diz o presidente. Em Montes Claros serão fabricadas anualmente 200 milhões de ampolas e 10 bilhões de comprimidos, entre antieméticos, antibióticos e outros.


 

(Fonte: Hoje em Dia – 13/10/2015)



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