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Pesquisa clínica consolida avanços

Data: 15/09/2015

O avanço da pesquisa clínica nas universidades brasileiras é motivo de comemoração, já que ela é o indicador da capacidade de um país em produzir e desenvolver novos medicamentos.


A Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu, realizou, na semana passada, a aula inaugural do programa de pós-graduação em pesquisa clínica, um dos poucos existentes no País. "O mestrado profissional representa um marco para a evolução da pesquisa e que pode mudar a forma como essa rede funcionará no Brasil", afirmou o professor Carlos Antônio Caramori, membro do grupo de trabalho que coordena as atividades. O curso tem duração de dois anos, com processos seletivos semestrais.


Outras atividades on-line e cursos a distância, como o da parceria com o "National Institutes of Health - Clinical Center - EUA", também fazem parte do programa. O mestrado profissional visa formar profissionais competentes para oferecer apoio na formulação, logística e execução de projetos de pesquisa orientados aos seres humanos em todas as suas modalidades. "Essa competência permite tomada de decisões e ações que auxiliem o pesquisador a cumprir exigências metodológicas, regulatórias e bioéticas (nacionais e internacionais) para obter resultados confiáveis para o uso no sistema de saúde", complementa Caramori.


Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2011, cerca de 60% das pesquisas clínicas autorizadas pela Agência estão concentradas em estudos da fase III, ou seja, aqueles realizados em grandes e variados grupos de pacientes com o objetivo de determinar o resultado (risco e benefício) das formulações do princípio ativo. No Brasil, 80% dos estudos de pesquisa clínica para desenvolvimento de novos medicamentos são conduzidos por empresas multinacionais. Além disso, apenas 4% do total desses estudos são dedicados a pesquisas clínicas de fase I, ou seja, aquelas em que um novo princípio ativo de medicamento é testado pela primeira vez em humanos. No início do ano a agência divulgou as novas regras que modernizam a pesquisa no Brasil, estabelecendo prazos mais eficientes para análise dos estudos e emissão de parecer, entre outros pontos considerados um avanço para a pesquisa.


Segundo a Anvisa, as pesquisas clínicas são estudos realizados com pessoas para medir parâmetros de segurança e eficácia de novos medicamentos, sendo essencial para a chegada de novas alternativas terapêuticas no mercado.


 

(Fonte: DCI – 14/09/2015)



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